Maria Augusta Orofino
mar 18 th, 2019
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Empatia assertiva: como atingir o equilíbrio entre empatia e assertividade

Há algum tempo, o conceito de empatia assertiva tem sido considerado uma das melhores soluções para uma gestão e liderança eficaz de pessoas. Liderar pessoas é uma tarefa desafiadora, afinal de contas, é preciso sempre lidar com o limite profissional, limite pessoal e os resultados esperados pela empresa a qual você se reporta. E isso não é tarefa simples.
 
A empatia assertiva é um termo popularizado pela executiva e escritora Kim Scott, que a partir de experiências como líder em grandes empresas, como Google e Facebook, encontrou nesse conceito o ponto ideal para uma liderança mais verdadeira e humanizada.
 
De forma simples, esse conceito busca encontrar o equilíbrio entre a empatia e a assertividade na hora de se relacionar e tomar importantes decisões a frente da equipe. E neste momento, você deve estar se perguntando: De que forma fazer uma liderança com empatia e assertividade?
 
O primeiro passo é entender o que é um relacionamento empático, que no ambiente profissional pode significar uma demonstração sincera de que se importa com o colaborador, de forma a compreendê-lo como um sujeito em desenvolvimento.
 
A assertividade chega para balancear esse relacionamento, trazendo a necessidade do líder confrontar seu liderado quando necessário, e tomar uma postura mais racional em determinadas situações.
 

Empatia assertiva na liderança

Grandes líderes de organizações de todos os tipos, costumam ser lembrados pela forte empatia que tem com seus colaboradores. Porém, o que nem sempre é destacado, é que esses mesmos líderes também sabem tratar com firmeza e controle quando a situação exige uma postura de certa forma mais dura e racional. E é exatamente disso que se trata a empatia assertiva.

Para manter esse equilíbrio, essas lideranças costumam ter em mente três princípios básicos de gerenciamento:

1. Clareza para evitar conflitos

Um líder com empatia assertiva estabelece regras e compromissos claros com a equipe para que não ocorram desentendimentos ou ruídos nas informações compartilhadas. Este princípio faz com que a equipe consiga trabalhar de forma harmônica e sem questionamentos quanto ao papel e função de cada um dentro daquele grupo.

2. Capacidade de gerenciar o próprio trabalho

A autoresponsabilidade é uma das características de um líder empático-assertivo, e tem uma grande influência no comportamento dos liderados, que passam a assumir essa postura frente às suas obrigações.
O papel do líder nestes casos é facilitar e incentivar a autoresponsabilidade e autogerenciamento dos colaboradores, sem se esquecer de acompanhar os progressos e também as necessidades de melhorias e desenvolvimento dos seus liderados.

3. Não é sobre ser amado ou aceito

Um bom líder não deve ter medo de conflitos, por isso precisa estar preparado para assumir uma postura mais dura, de cobrança e de autoridade em situações que se façam necessárias.
 
Essa postura deve ser assumida sem receios de críticas ou da não-simpatia daqueles que estão envolvidos na situação. Ou seja, não se deve ter medo das críticas dos seus liderados quando uma postura mais dura necessita ser tomada.
 
Situações em que feedbacks precisam ser dados, necessitam deste tipo de comportamento mais assertivo, objetivo, e tudo bem se for tratado com empatia. O importante é não deixar de dizer ou cobrar aquilo que é preciso. Afinal de contas, os liderados precisam dessas avaliações para que possam se desenvolver e cumprir com suas tarefas com maior qualidade e eficiência.

Empatia ou assertividade: qual a ordem certa?

Um estudo realizado pela Harvard Business Review mostra que por mais que essas duas características e comportamentos dos líderes tenham a mesma importância, a ordem em que se destacam faz total diferença.
 
A pesquisa indicou que iniciar um relacionamento com empatia é a chave para o início de uma liderança de sucesso, pois as chances de conectar as pessoas em sua volta e ganhar a confiança é maior. No entanto, a assertividade é o que irá demonstrar o quanto esse líder é confiável, respeitado e até mesmo competente.

Empatia assertiva nas organizações

As organizações que contam com líderes que abraçam o conceito de empatia assertiva tem muito a ganhar não apenas com a melhoria nos relacionamentos do grupo, mas também em como isso reflete no desenvolvimento profissional dos colaboradores e mesmo no aumento da produtividade da equipe.
 
Isso acontece porque a empatia assertiva proporciona uma valorização da cultura de feedback, a formação de uma equipe mais integrada e participativa, além da melhoria de resultados com o sentimento de autoresponsabilidade que passa a ser assumido pela equipe.
 
E você, líder? Consegue identificar se é mais empático ou assertivo? Ou melhor, será que você já conseguiu encontrar o equilíbrio entre esses dois princípios?

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