Maria Augusta Orofino
set 28 th, 2018
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Por que a diversidade no ambiente de trabalho é importante para as empresas digitais

Se as empresas digitais querem dar um salto de crescimento, é fundamental investir fortemente em perfis complementares que consigam uma boa conexão trabalhando em equipe. A diversidade traz novas ideias e incentiva o potencial criativo. Por sua vez, as soluções se tornam mais abrangentes. Contudo, pode até parecer uma fórmula simples, mas ainda é preciso ser bastante discutida. Prova disso é que Sheryl Sandberg, diretora do Facebook, ao fazer um discurso para os formandos de 2018 do Massachusetts Institute of Technology, procurou estimular a necessidade de causar impacto no mercado de trabalho. E, para isso, ressaltou a importância de ter a consciência de que o poder não está somente nas lideranças, mas na vontade de cada um de fazer o mundo melhor, com mais diversidade.

 

Qual a relação do impacto no trabalho com a diversidade para empresas digitais? É, basicamente, um complemento. Uma é consequência da outra. A profissional do Facebook aponta que a tecnologia é o ponto inicial para uma revolução, pois é uma ferramenta de combate a desigualdades. Embora, sempre exista a possibilidade de falhar ao agir em prol das mudanças, é preciso que os erros se tornem uma oportunidade de buscar soluções, que se transformem em um trampolim para inovação e criatividade. Para Sheryl, a melhor maneira de fazer isso, de moldar o mundo, é incentivando a diversidade. Não se trata somente sobre tecnologia, mas sobre pessoas.

 

Enfatizando a importância da adoção da diversidade por empresas digitais, a executiva traz um relato pessoal. Ela conta que no começo da sua vida profissional, deparou-se com um chefe que a tratava de uma forma desigual, priorizando os colegas do sexo masculino. Somente houve uma mudança quando conseguiu apoio dos colegas. Então, a questão está em saber o que é certo e fazer alguma coisa para isso. É o que se torna uma diferencial para os negócios on-line em um mundo cada vez mais abrangente.

 

Diversidade é sinônimo de inovação para empresas digitais

Em seu TED “How diversity makes teams more innovative”, Rocío Lorenzo, consultora de transformação de negócios em tempos de ruptura digital e diretora administrativa do The Boston Consulting Group – BCG, mostra como é fácil cometer erros achando que a diversidade é algo natural. Há 15 anos, ela pensava o mesmo. Afinal, na universidade, sua turma era metade de mulheres e a outra de homens. Sendo que o lado feminino obtinha melhores resultados. Porém, nem tudo se mostrou tão perfeito. Por muitas vezes, deparou-se com situações profissionais em que era a única mulher em uma sala repleta de líderes homens.

 

Em contrapartida, a experiência profissional da consultora mostrava que a diversidade, mesmo que não fosse de imediato, acabava trazendo inovações e criatividade. O mesmo é válido para as empresas digitais. Então, Rocío questionou-se: a diversidade traz mesmo mais inovação? Para isso, fez um estudo com 171 empresas da Alemanha, Áustria e Suíça. Na ocasião do TED, já estava expandindo para cerca de 1,6 mil empresas em mais de cinco países. Durante o experimento, havia duas perguntas base: o quanto eram inovadoras e o quanto eram diversas.

 

Os dados da amostra da profissional eram esclarecedores, as empresas que apostam em diversidade são, simplesmente, mais inovadoras. O que pode ser replicado, principalmente, no que diz respeito a empresas digitais. A partir disso, vários veículos divulgaram o estudo e executivos de alto escalão queriam entender mais sobre diversidade. O mais curioso é que a maioria deles pertencia a um cenário em que, na Alemanha, 30 entre 100 empresas tinham uma só mulher no Conselho. Nas demais, não existia nenhuma. Entretanto, para que exista um impacto na inovação, apurou-se que é essencial mais de 20% de mulheres ocupando cargos de liderança. Obtendo este contexto, há um avanço claro em ideias inovadoras.

 

Conseguir 20% de mulheres líderes é uma tarefa e tanto, mas é completamente realizável para empresas digitais ou de qualquer segmento. Em 2011, Rocío cita como exemplo uma empresa de software, que tinha 19% de profissionais do sexo feminino em cargos de liderança. Eles ainda queriam mais. Atingiram 25% em 2017 e pretendem chegar a 30% até 2022. Para seguir o mesmo caminho, há duas decisões importantes, porém objetivas, que devem ser adotadas. A primeira é quem contratar e, a segunda, quem impulsionar. O resultado dessas duas questões é que fará diferença e mudará qualquer negócio.

 

Se diversidade é sinônimo de inovação, as empresas digitais devem se perguntar constantemente o que estão fazendo para que isso aconteça. Caso contrário, correm o risco de se tornarem obsoletas.

 

Quer saber mais sobre como a diversidade impacta no ambiente de trabalho e na inovação de empresas digitais? Entre em contato!

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