Maria Augusta Orofino
fev 7 th, 2019
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Gestão ágil: como transformar a sua equipe para crescer de forma sustentável

Crédito: Pexels

Em meio aos cenários construídos pela transformação digital, as empresas têm procurado cada vez mais se adaptar e, por isso, estão optando por adotar uma gestão ágil. Mas, para entender de onde a metodologia surgiu, é preciso dar alguns passos atrás e analisar as estruturas para desenvolvimento ágil de software e compreender suas premissas. Pensando nisso, podemos começar com os pilares dos modelos ágeis: formulação de hipóteses e colaboração em experimentos. A base disso remonta ao ano de 2001, quando o desenvolvimento de software ágil estabeleceu quatro princípios críticos, que também fazem parte da gestão ágil. São eles:

 

        1. indivíduos e iterações mais que processos e ferramentas;

        2. software em funcionamento mais que documentação abrangente;

        3. colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;

        4. responder a mudanças mais que seguir um plano.

 

No começo, as metodologias ágeis possuíam um foco bastante específico, o gerenciamento de projetos na área de softwares. Porém, as boas práticas estabelecidas por esse viés conseguem igualmente ser adaptadas e utilizadas para alcançar uma gestão ágil. Em cima dos quatro pilares, por exemplo, consegue-se visualizar a metodologia aplicada em gestão. Ou seja, é possível fazer com que sua utilização ocorra desde o desenvolvimento de softwares até ao desenvolvimento de equipes, seja de qual área for. Isso porque dentro do manifesto ágil, conseguimos extrair determinados valores, como:

 

      ● humanização de projetos;
      ● contato com outras pessoas;
      ● priorização do indivíduo;
      ● comunicação como ponto-chave;
      ● comunicação eficiente e com eficácia;
      ● motivação da equipe;
      ● valorização da entrega ao cliente;
      ● organização.

 

A partir dessa lista, os gestores podem ainda derivar outros atributos e aplicá-los dentro do setor no qual atuam, independente se for uma área da tecnologia da informação. Para isso, conta-se com as metodologias baseadas nas premissas ágeis.

 

Equipe estática vs. equipe ágil

Nas equipes estáticas, ou obsoletas, é comum que existam repartições individuais para projetos diferentes e que os componentes tenham sua interação restrita ao grupo. Assim, as equipes só mudam quando entram novas pessoas e há uma competição interna por recursos. Nada de formação de equipe dinâmicas em torno de projetos. Cada profissional, de maneira individual, decide ir atrás da equipe que oferecerão as melhores oportunidades para ele. Em projetos ambíguos, uma equipe estática não tem habilidade, informações ou influência para obter um resultado eficaz.

 

Consideração a gestão ágil e as equipes ágeis, há um contexto diferente. Nelas, a formação se dá pela habilidade e disponibilidade individual, estruturando uma equipe para encontrar soluções dentro de um cronograma. Dessa maneira, no decorrer do projeto, quando os resultados aparecem mais claros, novos membros com diferentes habilidades são integrados. Já, outros, podem acabar trabalhando nas demais atividades.

 

Como adotar uma estratégia de gestão ágil

Com tantas vantagens e demonstrando ser uma diretriz para os próximos tempos, estruturar uma gestão ágil pode parecer um desafio. Para responder isso, o especialista Martijn van Tilburg, explica como adotar uma estratégia ágil na formação de equipes, dividindo em três etapas.

 

1. Alocar pessoas de forma dinâmica e com base nas necessidades do projeto

Para realizar uma gestão ágil, ao estruturar uma equipe, há três fatores preponderantes que precisam ser considerados e otimizados: eficiência, qualidade e desenvolvimento de habilidades. Sobre eles:

 

  • Eficiência: quantas pessoas na equipe e quanto tempo elas trabalharão e continuarão lucrativas.
  • Qualidade: a combinação de habilidades e experiências das pessoas com o resultado desejado.
  • Desenvolvimento de habilidades: correspondência entre as necessidades dos colaboradores e seu desejo de crescimento nas habilidades que podem ser obtidas ou desenvolvidas em um novo projeto.

 

2. Transparência em diversos níveis para se autogovernarem

Em uma gestão ágil, as equipes têm autoridade e liberdade para definir o seu próprio funcionamento. As equipes autônomas devem entender de forma clara o sucesso do projeto e estabelecer um resultado mensurável. A equipe decidirá qual a melhor solução para o trabalho, com transparência na amostra do progresso rumo ao resultado, permitindo que pessoas possam ser realocadas.

 

3. Evolução das habilidades das pessoas

Em uma equipe estática, trabalha-se com as pessoas dentro de sua disciplina. Em equipes ágeis, há uma combinação das disciplinas necessárias ao resultado. Para isso, é fundamental a evolução da base de conhecimento e das habilidades para colaborar na estrutura. Por exemplo, habilidades em comunicação, tomada de decisão, resolução de conflitos e colaboração.

 

Uma gestão ágil é essencial para transformar uma equipe e contribuir para um crescimento sustentável. Quer saber mais sobre o assunto? Continue nos acompanhando!

 

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