Maria Augusta Orofino
nov 25 th, 2018
Consultores-Empresas Nenhum comentário

Transformação ágil: o que é e quais as vantagens para o seu negócio

Se por um lado o mercado não só anda a passos rápidos, mas disputa uma verdadeira maratona de inovação, por outro, o público está cada vez mais exigente. Diante desse cenário, abordagens tradicionais têm perdido o seu efeito caído na obsolência. Por isso, se tem falado tanto em transformação digital. No entanto, há ainda uma outra forma de mudança que grandes empresas têm adotado: a transformação ágil.

 

Basta pensar que 65% dos CEOs da Fortune 500 estão em uma batalha constante com o ritmo acelerado provocado pelas mudanças tecnológicas. Diante disso, negócios de diferentes tamanhos e segmentos se encontram num momento de reflexão e, mais importante ainda, de ação. É fundamental analisar como está sendo feita a administração da empresa e se preparar para um futuro bem, bem próximo. A transformação ágil entra aqui e, inclusive, ultrapassa a tecnologia. Ser e fazer “ágil” envolve a forma de trabalhar e o ênfase em um planejamento e nas entregas interativos. O que se torna mais evidente quando se pensa nas raízes do movimento, em sua primeira aplicação no desenvolvimento de produtos e softwares.

 

A transformação ágil deve impactar os objetivos dos negócios e agregar valor aos clientes com frequência e antecedência. Por essa razão, se dá por meio de modificações incrementais, feitas ao decorrer de um período e com efeitos prolongados. As consequências são animadoras, conforme mostram os números. Uma pesquisa realizada pelo MIT apontou que as organizações ágeis obtiveram um crescimento 37% mais rápido e geraram 30% mais lucros do que aquelas que não são ágeis. Entre os casos de sucesso, há o aumento de 20% a 50% em produtividade, time to market de 50% a 75% mais veloz e cerca de 50% de redução de defeitos.

 

É preciso estar consciente de que a transformação ágil atuará nas estruturas da organização. O alinhamento com a estratégia geral é a base para alcançar um movimento concreto de transições. Para isso, recomenda-se iniciar a análise com três perguntas-chave:
Quais são os objetivos de negócios?
Quais os problemas que se está tentando solucionar?
Como o ágil vai ajudar?

 

As respostas devem vir do estudo de diversas áreas e aspectos, tais como visão e propósito, propriedade e alinhamento dos executivos, roteiro de transformação ágil, roteiro de negócios e tecnologia, resultados de negócios e indicadores-chave de desempenho. Vamos conhecer mais um pouco sobre eles.

 

Transformação ágil: o que você deve prestar atenção

A transformação ágil é uma mudança de mindset e, por mais que possa parecer simples, exige um esforço para experimentar e adaptar-se às novidades. Na hora de repensar os aspectos da atual administração e se preparar para um novo movimento, deve-se estar atento às seguintes perspectivas. Separamos alguns pontos destacados pela Deloitte:

 

Visão e propósito: antes de planejar a transformação, os líderes devem entender os problemas e os objetivos. O alinhamento com o propósito ajudará a determinar como será a transformação ágil.
Propriedade e alinhamento dos executivos: as equipes executivas devem se envolver profunda e ativamente na transformação ágil, liderando pelo exemplo. O ideal é escolher um representante para impulsionar mudanças.
Roteiro de transformação ágil: traçar o momento atual até o destino pretendido, com etapas intermediárias e sem ser prescritivo ou inflexível.
Roteiro de negócios e tecnologia: é preciso sincronizar as operações comerciais e tecnológicas da empresa.
Resultados de negócios e indicadores-chave de desempenho (KPI): sem mensuração, sem gerenciamento. Quando se vincula iniciativas a resultados de negócios, há mais transparência e responsabilidade em diversos níveis.

 

A construção da transformação ágil

Mais um estudo organizado pela Deloitte, mostra como devem ficar processos e áreas envolvidos na transformação ágil. Como, por exemplo:

 

Equipes de produtos interfuncionais: em vez de um modelo funcional, é preciso construir equipes multifuncionais.
Agilidade nas funções de suporte: não só alterar a entrega principal das funções, mas também o suporte, o marketing, o atendimento e outras interações com equipes ágeis.
Maior empoderamento e auto-organização: a liderança e a gestão são a base da transformação ágil.

 

Atualmente, de acordo com um estudo do grupo Standish, 31,1% dos projetos são cancelados antes de chegarem ao final, 52,7% custará 189% das primeiras estimativas e somente 16,2% de projetos (de software) conseguem ser concluídos no período de tempo definido e dentro do orçamento. São horas, dias e meses entre aprovações e planejamento até uma entrega que nem sempre condiz com o objetivo. Logo, a transformação ágil é inevitável.

 

Quer saber mais sobre transformação ágil? Deixe suas dúvidas, sugestões e opiniões em nossos comentários!

Comentar

Compartilhe a BEEFIND

Compartilhe o conhecimento em suas redes!